Dicionários: papel vs. CD-Rom

Acabo de mudar o layout do blog, e não consigo parar de pensar no que estes livros representam para mim: uso de dicionários impressos, ou seja, uma realidade que não vivo enquanto tradutora. Quando eu ainda estava na graduação em Letras Tradutor Intérprete, na Unilago, éramos incentivados a comprar bons dicionários – e isto, claro, implicava comprar aqueles dicionários imensos, em papel, e que podiam acompanhar (ou não) o CD-Rom correspondente. O que acabou acontecendo é que os meus grandes dicionários ficaram nos cantinhos da estante, enquanto os CD-Roms tomaram conta do meu espaço de trabalho. E hoje em dia, quando possível, procuro comprar só as versões em CD-Rom, e faço isto por vários motivos: o CD não ocupa o espaço físico de um dicionário; a busca por um termo em um dicionário instalado no computador é infinitamente mais rápida e mais dinâmica; ao levar o laptop comigo em viagens ou para trabalhar em algum café, posso carregar todos os dicionários no HD – sem peso adicional!

Infelizmente, muitos bons dicionários não possuem a versão em CD-Rom; outros só são vendidos em conjunto com a versão impressa, o que, para mim, acaba sendo um desperdício de dinheiro e de papel (e isso não é nada ecológico), pois o dicionário impresso vai inevitavelmente parar na estante e só o CD-Rom vai ficar ativo. Para algumas pessoas, no entanto, o dicionário impresso é imbatível, melhor que o dicionário virtual. Conheço muitas pessoas que preferem estes dicionários pois têm apreço pela palavra impressa, pelo cheiro do papel, etc. Eu também sou amante dessa anatomia do livro impresso, e isso não vai mudar. Mas quando se trata de buscar significados e terminologia dentro do contexto de trabalho do tradutor – incluindo prazos apertados, necessidade de pesquisar em vários dicionários e glossários ao mesmo tempo, etc. – as janelinhas dos dicionários abertas na tela do computador me ajudam a economizar tempo e, assim, fazer uma pesquisa mais apurada.

E você, caro e raro leitor? Prefere que tipo de dicionário?

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1 comentário

Arquivado em Prática de tradução

Uma resposta para “Dicionários: papel vs. CD-Rom

  1. Realmente Michelle, é difícil bater a praticidade de usar dicionários e glossários eletrônicos, especialmente com tantas ferramentas acessíveis para organizar o acesso a eles, como o Google Bookmarks, que uso para reunir os glossários que vou encontrando na internet, ou o Google Docs e o CloudSafe, onde armazeno os arquivos de glossários e dicionários, e aí, não apenas para acessá-los em caso de necessidade, mas para tê-los caso algo aconteça ao meu HD ou precise acessá-los de outro computador. Sim, além de virtual, vivo literalmente na nuvem, e tento manter meu computador com o mínimo possível de coisas guardadas, até para deixá-lo menos “pesado” para rodar melhor os programas essenciais.

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