Mudando o rumo da prosa

Como os mais atentos devem ter notado, o blog mudou de propósito. Sim, praticamente por si só este blog foi mudando sua proposta inicial – que antes era a de discutir tópicos relacionados a tradução apenas – e passou ser um espaço onde se discutem as várias vertentes do traduzir.

Tradução, portanto, deixa de ser uma atividade confinada a dois textos – sejam eles escritos ou falados. Ampliamos o conceito ao considerarmos tradução toda manifestação de transformação. Paulo Rónai, por exemplo, sugeriu que a primeira tradução é a transformação de uma ‘nebulosa’ mental em pensamento, para depois transmutar-se em palavras, etc. etc. Acho lindo isso. Nos permite considerar um quadro como o jeito que tal artista traduziu o mundo – ou aquela paisagem, ou aquele pensamento. Nos permite considerar uma reportagem como o jeito que tal jornalista traduziu aquele fato (aliás, é esse o tema central da minha dissertação de mestrado, de que falarei em breve). E nos permite, poeticamente, fazer de nosso cotidiano uma tradução diária de como o mundo se coloca diante de nós.

Como é que sua tradução do mundo?

De sterrennacht, de Van Gogh. O jeito mais lindo de traduzir a noite.

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